
Ivanildo Vila Nova
O canto sem teatro, o dom com método.
Baião sem barrocos, o toque cético.
Os lábios em rascunho, espírito stereo.
A única performance é a do verso.
A inspiração ao fio do critério.
Arquitetura de marco enciclopédico.
O olhar de mira: coldre a descoberto,
a mão à véspera, a fósforo, a périplo.
A viola, arma branca ao deus ébrio.
Campos do improviso, calango elétrico.
Um transe com cronômetro, desconecto
da extinta linha dos aedos

6 Comments:
E você continua sendo meu poeta preferido... Adorei seu blog.
Beijos
bonita a poesia. salve o repente!
e aí, mano, blza? bem legal teu poema melopaico. tamos aí. abrações.
Sinhores dono da casa
o cantadô pede licença
prá puxa a viola rasa
aqui na vossa presença
venho das banda do Norte
cum pirmissão da sentença
cumprini mia sina forte
já por muitos cunhicida
buscano a inclusão da vida
ou os cutelo da morte
e das duas a prifídia
a qui mim mandá a sorte
já qui nunciei quem sô
dêxo meu convite feito
pra qualqué dos cantadô
dos qui se dá pur respeito
aqui pru acaso teja
nessa função de aligria
e prá qui todos me veja
pucho alto a cantoria
nessa viola de peleja
qui quano num mata aleja
cantadô de arrilia...
(ELOMAR - DESAFIO DO AUTO DA CATINGUEIRA)
SALVE A POESIA, SALVE O REPENTE, SALVE IVANILDO VILLA NOVA, SALVE ASTIER BASÍLIO!!!!
BONITO CANTADOR
texto muito bom !
Bardo Astier, jornalista,
escritor que muito cria,
seu poema é um exemplo
de sacra categoria
que ao Rei dos cantadores
enaltece em poesia.
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