Friday, December 29, 2006

Soneto de amor de Tonho e Paco

A Plínio Marcos

a paixão corre o risco de um palco.
Tão perto e ao mesmo tempo farpado.
Masmorras gritam pelos seus contrários.
Resistiremos ao próximo assalto?

Amor, aqui abismo, ali já pássaro.
Não tem nome, mas, no volume máximo:
cárcere, música, miserê, um barco
embriagado e desigual, mas um barco.

Quando o beijo é somente o mesmo escarro.
Pra qualquer infinito somos fracos.
Não apenas ter dor e um carrasco,

mas, um outro papel e recusá-lo.
A noite é suja e perder-se é um passo.
Então pintei de blues os meus sapatos.

Saturday, December 23, 2006

rap p/ Fabiano Gonper

o futuro é uma moeda que só vale ontem.
Quadros se fazem no olhar que os trouxe.
Lugar sem chão, fronteira, tese ou hoje:
a obra e o olho a revezar seus ondes.

Igual um livro em branco que encontre
seu leitor e as páginas surjam, texto, forma e sobre
letra a letra, lauda a lauda, se chegasse a um nome:
o do leitor ( é claro) que como espelho rompe

-se em ser moldura e transfiguração do que houve.
3x4 on-line a cada rosto um quadro novo soube
ser provisório e em fila, enquando nomes
assinam rostos num só rosto: Gonper.

voltei ao blog

Toda certeza é um beco sem saída.
O livro não está pronto. O blog está de volta.
Abraço
aos poucos que aqui vierem.
Sejam bem -vindos